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Signo ascendente domina após os 30? Entenda influência

No mapa natal, o signo solar - aquele que respondemos quando perguntam nosso signo - tem a ver com a nossa essência, nosso lado masculino, o herói interior. Tem a ver com o que somos em nossa profundidade. É um aspecto dinâmico, pois sempre estamos nos transformando em algo, crescendo, evoluindo como seres humanos.

Já o signo lunar tem a ver com nosso lado feminino, nossa capacidade de nutrir aos outros e a nós mesmos. Nosso lado acolhedor, afetuoso, uterino.

Por fim, o signo ascendente é a nossa persona, nossa personalidade. O Sol determina os nossos objetivos de vida. O signo ascendente determina a forma que agiremos para alcançar esses objetivos. Muitas vezes, mostramos mais o signo ascendente do que o solar, pois ele  pode parecer mais forte que o nosso Sol, especialmente depois da primeira quadratura de Plutão, que ocorre entre os 36 e 39 anos. Plutão é o planeta mais poderoso na astrologia (saiba mais aqui).

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A partir dessa fase, nos tornamos mais inteiros e completos, mais maduros, com os vários aspectos de nosso mapa integrados entre si. Por isso, dizem que depois de uma certa idade o signo ascendente domina mais as nossas vidas. Mas na verdade não se trata de dominar e, sim, ficar mais forte e se equilibrar com o Sol e a Lua.

Nunca deixamos de ser nosso signo solar, mas podemos, sim, integrar com mais facilidade o ascendente a esse signo. Nosso signo ascendente está totalmente relacionado ao nosso corpo físico, pois ele é determinado no momento exato em que nosso espírito encarna no corpo carnal. Por  isso, astrólogos mais sensíveis e experientes, conseguem saber o signo ascendente de uma pessoa, apenas olhando para ela.

Como os signos são determinados?

Para entender melhor, precisamos nos remeter ao útero materno, o lugar paradisíaco, onde não existe separação, você e o Universo são um. Só vivemos essa sensação de unidade quando ainda estamos imersos no útero materno.

Até que chega o momento esperado, quando começamos a nossa primeira luta, como diz Joseph Campbell, "a jornada do herói".

A partir do ascendente, podemos criar o mapa astrológico

Depois de nossa primeira luta pela sobrevivência, nascemos! É na primeira respiração que ganhamos uma identidade, que nos apropriamos de quem realmente somos e do nosso caminho nesta nova existência. Nesse momento, através do horário de nossa primeira e dolorosa respiração, é calculado o signo que se levantava, ou seja, que ascendia no horizonte na hora. É a partir do cálculo desse signo que podemos criar o mapa astrológico, que é uma espécie de fotografia, que determina nossa persona e vida.

Como o ascendente influencia na vida

O ascendente é como uma lente, pela qual percebemos o mundo, ou seja, a forma que observamos o mundo e a forma que ele nos responde, tem a ver com esse signo.

Se Áries é o nosso signo ascendente, entenderemos o mundo como um palco de luta, de briga, de guerra, para atingirmos nossos objetivos. Colocamos nossa armadura e nos preparamos para a luta. Se Sagitário ascende, o mundo é um palco de conhecimentos e aventuras, em que podemos crescer e atingir nossas metas, normalmente espirituais e filosóficas. E dessa forma, o signo ascendente vai desenhando e colorindo o mundo no qual encarnamos, e esse mesmo mundo responde na mesma vibração.

Sol, Lua e Ascendente funcionam como um tripé

Qualquer planeta que trazemos no signo ascendente possui grande importância. Se por exemplo, Saturno estiver lá presente, sentiremos o peso da vida já no momento do nascimento e, já no primeiro momento de vida, é muito provável que a vida seja sentida com esse mesmo peso. Uma pessoa com Saturno no ascendente, traz a rigidez, a frieza e certo mau humor, características típicas das pessoas que trazem Capricórnio no ascendente. Saiba mais sobre a influência de Saturno aqui. Com Júpiter, teremos um efeito contrário: seremos alegres e expansivos, como se fôssemos Sagitário ascendente.

Costumo dizer que Sol, Lua e Ascendente funcionam como um tripé, todos com uma importante função na construção de todos nós, como alma e indivíduos.

Foto: NASA/SDO/LRO/GSFC