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Dois planetas poderosos têm encontro explosivo em julho e trazem irracionalidade

Por Eunice Ferrari

Nesta última semana de junho, já sentimos alguma tensão no ar, que cresce progressivamente até o dia 10 de julho, quando a tensão atinge seu ápice, e depois vai diminuindo lentamente até o dia 20. Após isso, seguimos em paz novamente, pelo menos por um período! Mas o que está acontecendo no céu para que essa tensão nos atinja tão intensamente?

Uma briga de gigantes e poderosos planetas, em que a intensidade, a impulsividade e a irracionalidade pode dominar. Por conta de um encontro explosivo entre Plutão e Marte, com a companhia do Sol por alguns dias, além de Júpiter que fica à espreita, devemos todos nos preservar durante esse período.

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Plutão é o deus mais poderoso do zodíaco e existe muito antes do conceito judaico-cristão de céu e inferno, de vida após a morte. O conceito de um mundo subterrâneo, governado por Hades (Plutão) o deus dos infernos, regente dos mortos começa, até onde sabemos, com o mito de Plutão.

Plutão é um planeta de destino e não podemos separar destino de inconsciente, pessoal e coletivo. Quando somos conscientes das energias que nos dominam, podemos de certa maneira controlá-las. No entanto, quando se trata de Plutão, esse controle é bastante restrito - na verdade, mínimo. Plutão domina os infernos pessoais e coletivos, nosso inconsciente mais profundo, a que a maioria de nós não tem acesso.

Plutão quer dizer "dispensador de riquezas" em grego e vive nas profundezas de todos nós, escondido em nossos infernos pessoais. Precisa ser venerado, respeitado e, acima de tudo, conscientizado, se buscamos um pouco de paz. Caso contrário, nos devorará com sua fúria obsessiva e violência. Mas, apesar de toda força, profundidade e poder, apesar de toda dor que é capaz de nos arremessar, é inexoravelmente justo.

Durante este mês, essa fúria será despertada por Marte, o deus da guerra que, em sua passagem pelo signo de Câncer, faz uma oposição (que é um aspecto de 180 graus) com nosso poderoso Mestre dos infernos.

Marte não possui o poder de Plutão, sua força e intensidade. Mas pode ser imensamente destrutivo, quando não dominado pela razão. E, para a maioria de nós, Marte ainda é um deus emburrecido, impulsivo e dono de uma destrutividade irracional.

Quando esses dois deuses se encontram através de aspectos difíceis como uma oposição, podemos vivenciar uma tensão quase indescritível em nossos corações. Medos profundos e irracionais podem ser despertados e tomar conta de nossa alma, além da necessidade de rompimentos com situações e pessoas que já não suportamos mais.

Devemos estar atentos ao simples impulso de destruir qualquer coisa que nos incomode. Isso não pode acontecer. Qualquer mudança definitiva que decidamos fazer, deve ser previamente refletida, interiorizada e, somente depois disso, devemos chegar a uma conclusão e tomar a atitude pertinente à situação.

O livre-arbítrio perde a força quando se trata de Plutão, mas a consciência da capacidade destrutiva que estará em nossas mãos durante esse período deve permanecer por todo instante. As energias são muito intensas e podem provocar um imenso cansaço.

Todos nós estaremos sob essas densas e intensas energias nesse período, mas especialmente arianos, que são regidos por Marte, cancerianos, librianos, capricornianos e escorpianos, que são regidos por Plutão, podem passar por situações de provocações, que levam a brigas e discussões e que devem ser evitadas, pois "do nada" podem tornar-se violentas e levarem a rompimentos. Uma boa conversa sempre é bem-vinda em situações como essas.

Plutão tem a ver com processos coletivos e, por esse motivo, esse intenso e perigoso aspecto pode desencadear algumas manifestações da natureza, como grandes terremotos, tsunamis, guerras (que são manifestações da fúria humana) e toda sorte de acontecimentos que promovam um desencarne coletivo. Esperemos que essa energia seja diminuída.

Serão dias intensos e cansativos. Portanto devemos todos nos dedicar à meditação e à oração, para que nada de pior nos atinja e para que, usando nossa racionalidade e inteligência, possamos abrir nossas almas para transformações menos dolorosas. O mais importante é estarmos atentos a essa intensa energia, conscientes de seu poder, pois ela pode trazer consequências irreparáveis na vida de todos nós.